sexta-feira, 14 de março de 2008

Uma lição do meu Professor Gama Pereira (U.C.)

Há Homens que lutam um dia e são bons

Há outros que lutam um ano e são melhores

Há aqueles que lutam muitos anos e são muito bons

Mas há os que lutam toda a vida

Esses são os Imprescindíveis “

Bertolt Brecht

P.S. - Obrigado por mais esta lição

terça-feira, 11 de março de 2008

Líder procura-se!

Dizia-me outro dia um amigo "Os políticos não dizem o que pensam mas pensam no que dizem e geralmente procuram dizer o que eles acham qua a maioria quer ouvir" ... até porque, digo eu, quem pensa no que diz raramente diz o que pensa e quem não diz o que pensa é mentiroso, digo eu e muitos mais.

Eu acredito que nós somos governados por MENTIROSOS e MERDOSOS. E como são merdosos querem transformar este País num monte de esterco, pois é aí que eles se sentem bem, a chafurdar e diga-se de passagem que não estão longe de o conseguir, mas, pode ser que alguns deles ainda se vejam afogados na porcaria!

Eu, com a eleição do Sarkozy, tive esperança que o povo Francês se revoltasse e iniciasse um processo de transformação que alastrasse à restante Europa. Infelizmente, também eles, os Franceses, estão frouxos e não foram até agora, capazes disso.
Eu diria que têm lá muitos portugas e como tal foram contaminados pela nossa tempêra molenga e individualista. Só se for a minoria muçulmana!


Mas a resistência de um homem tem limites e um dia destes, ainda algum deles ou dos seus defensores, apanha um par de bofardos nas trombas.

Deus me livre de os encontrar, Deus me desvie de maus encontros, pois um homem, perante determinadas situações, quando não perde a cabeça é porque não tem cabeça.

Se houvesse justiça, os lorpas que vão voltar a votar neles (excluo, por piedade e a pedido de muitos Pais de família os arrependidos), é que deviam ser enr.......abados (perdão enrolados) por eles, mas como a justiça há muito desapareceu temos que aguentar esta corja de maltrapilhos!

Onde está o Presidente da República?
Por muito menos o Sampaio correu com o Santana e com o Ferro! Acorde homem que o povo desespera!

Triste sina a deste povo que pare filhos da ..... deste calibre!

Às armas! Às armas! contra os canhões marchar, marchar!

Haja coragem e quem se acha líder, faça favor, lidere! ..... que o povo desespera!

Por hoje, há boa maneira do Sócrates, (o outro!) e do seu moscardo das consciências, já chega de picadelas que já me dói o ferrão, mas pelos menos tenho a consciência mais aliviada. E os amigos?

segunda-feira, 10 de março de 2008

ORGULHO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


No dia 8 de Março de 2008, senti-me um Professor orgulhoso!!!

Não, não foi por causa dos meus alunos! foi por causa de dos meus colegas que comigo tiveram a a disponibilidade e a coragem de, num sábado, ir a Lisboa, chamar aos que nos governam, mentirosos, incompetentes, injustos, ingratos, e outras coisas menos bonitas, mas que bem merecem!

Por isso, apesar de eles continuarem a fazer ouvidos de mercador, apesar de se esforçarem por parecerem estúpidos por não quererem entender o que lá fomos fazer, não pensem que foi em vão!

Ali naqueles espaços, onde outros no passado, cumpriram desígnios nacionais que a história imortalizou, também nós cumprimos a nossa obrigação civíca e portanto demos uma lição, ... também aos nossos alunos.

Há momentos em que não podemos nem devemos ficar indiferentes e este é um deles!
E por isso, a luta vai continuar, porque é justa, porque é necessária, porque vale a pena!
Vai continuar, com os corajosos, com os idealistas, com os que não se deixam vergar.

...e os outros? ..... bom os outros não fazem falta ... são, já foram ou têm aspirações a ser socretinos ou pior que tudo, deixaram de se importar ... estão indiferentes (em morte virtual/suspensa) e tal como para esta Ministra e este Governo, não há plano de recuperação possível!

Mas não se esqueçam que "..... ninguém é mais culpado do que aqueles que não fazem nada, só porque pouco (ou nada) podem fazer ".

Apetece-me gritar tão alto que chegue a Belém,... Óh Professor Cavaco, onde está o Sr., olhe que já tenho muitas saudades do Sampaio (e logo eu que nunca gostei nada dele! nem de si! tinha que o dizer pois a minha mãezinha, a Sr.ª Delfina, sempre me disse que mentir é feio!).

Obrigado e um abraço aos companheiros da jornada, Manel, Iva, Dulce, Baltazar, Torres, Agostinho, Manela, .. e à minha mulher que sacrificando-se aceitou ficar, prescindindo de ir a meu favor ... e tantos outros. Portugal está-vos grato!

quinta-feira, 6 de março de 2008

O texto não é meu, mas com a devida vénia aqui fica... para a posteridade!

Avaliação chumba
Em vez de tentar ensinar as escolas a avaliar professores, o Ministério da Educação devia esforçar-se por aprender a avaliar as escolas.

Miguel Castro Coelho

O novo regime de avaliação de professores não passa nos mais elementares testes de aptidão. Não tenho a mais pequena dúvida quanto à benevolência das intenções dos autores da iniciativa. E aplaudo com entusiasmo a vontade política para gerar mudança.
No entanto, nos termos em que foi desenhado, este regime de avaliação apenas exprime uma tentativa de micro-gestão a partir do Terreiro do Paço talhada a falhar. Na prática, limita-se a acrescentar uma nova camada de requisitos burocráticos na gestão das escolas. Pelo caminho, comprou uma guerra desnecessária com os professores.
Sejamos claros quanto à importância do tema em questão. Dizem os estudos da economia da Educação que a “produção” de alunos de qualidade depende, em primeiro lugar, do nível socio-económico do aluno, e em segundo lugar, da qualidade dos professores. Um estudo recente da Universidade de Bristol sugere que a qualidade dos professores conta cerca de um terço da qualidade do aluno (incluídos os tais factores socio-económicos) para a “produção” de alunos de qualidade – uma estimativa que está, de resto, em linha com os resultados de outros estudos internacionais. Se se tiver em conta, contudo, que a qualidade de cada professor afecta vinte ou trinta alunos por cada turma, fica-se com uma ideia da importância desta variável para a qualidade global do sistema de ensino.
Perante isto, é conhecido o modelo do Ministério da Educação para estimular docência de qualidade: forçar sobre cada escola um regime de avaliação de professores uniforme, desenhado ao pormenor a partir do centro. Por outras palavras, um exercício de micro-gestão ao pior estilo ex-URSS; o exemplo acabado de centralização descontextualizada; e a prova de que está vivo o tradicional espírito legalista português, segundo o qual no mundo tudo se transforma por lei ou decreto-lei (pena é que, tal como na física, também por esta via nada se perca e nada se crie…).
O que, de facto, devia ter sido feito: (I) intervir a montante no recrutamento de professores (reservar o acesso a cursos específicos de formação de professores a candidatos com curriculum universitário de topo, capacidade de relacionamento interpessoal, comunicação, vontade de aprender e ensinar, excepcionais); (II) descentralizar a gestão do corpo docente para o nível da escola, e avaliar a ‘performance’ das escolas (e não dos professores) a partir do centro (i.e. do Ministério da Educação).
Por outras palavras, transferir a capacidade de gerir a qualidade do corpo docente para gestores escolares profissionais (professores ou não), recrutados e responsabilizados pelos resultados do processo de avaliação das escolas a partir do centro.
Para conseguir fazer uma avaliação objectiva do desempenho de cada escola por comparação com escolas congéneres, o Ministério da Educação tem que se tornar num ‘hub’ de informação sobre todo o sistema. A má notícia é que está muito longe de o ser. Num projecto-piloto que abrangeu 100 escolas (Avaliação Externa das Escolas – Relatório Nacional 2006-2007, publicado a 27/02/2008) a Inspecção-Geral da Educação (um dos braços do Ministério da Educação) não conseguiu sequer reunir informação fiável sobre o contexto socio-económico das escolas… tão só e somente aquele que é, indiscutivelmente, o factor mais importante a ter em conta na avaliação do desempenho das escolas. Pior do que isto, só mesmo o caminho analítico que o relatório adopta: o da prosa oca, com ares pseudo-técnicos, muito similar ao da consultoria privada desinformada.
Em vez de tentar ensinar as escolas a avaliar professores, o Ministério da Educação devia esforçar-se por aprender a avaliar as escolas. A esse respeito, o trabalho até agora feito é de nível profundamente medíocre. Sei que há no país especialistas na matéria com créditos firmados ao nível internacional. Trabalho no meio e já perdi a conta ao número de excelentes artigos académicos publicados por portugueses em jornais internacionais de referência. Mais surpreendente é que algumas dessas pessoas trabalham para o próprio Estado (mais concretamente, estão no Banco de Portugal). A peça que falta no ‘puzzle’ é vontade de fazer uso dos melhores recursos do país.
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1096452.html

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Valha-nos Santa Ingrácia (não é a Directora Regional, é mesmo a Santa)

SONDAGEM

Professores são os mais confiáveis para portugueses

Os portugueses confiam nos professores. Esta é a profissão mais credível em Portugal, de acordo com uma sondagem mundial efectuada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF).

Os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses, muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos.

Os políticos são os que menos têm a confiança dos portugueses, com apenas 7 por cento.

Relativamente à questão de quais as profissões a que dariam mais poder no seu país, os portugueses privilegiaram os professores (32 por cento), os intelectuais (28 por cento) e os dirigentes militares e policiais (21 por cento), surgindo em último lugar, com 6 por cento, as estrelas desportivas ou de cinema.

In - http://www.tsf.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF187653

Será que é por isso que eles estão apostados em nos destruir?, em destruir a nossa imagem?, em destruir a nossa credibilidade?

A inveja, sempre foi um motor da humanidade, logo ........

Nesse caso, ... invejosos, .... trapaceiros, .... maltrapilhos, ide pró raio que vos parta!, voltai para a Escola que nós voltamo-vos a ensinar ... e atentai!, .. para vós, é mesmo a última oportunidade!

Senão ides para os CEF's!

A propósito, no próximo ano temos que criar o CEF de "conduta politica", vai ser sucesso garantido!

Mas, espera aí, com as regras que estes nos impuseram, se eles voltam para a Escola, não os podemos reprovar!

Queres ver que, ainda vou ter que corrigir algum exame enviado por fax?

Safa, deixa-os lá estar entretidos, senão ainda nos enfernizam mais!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

ESCOLA

O que fizestes aos Portugueses?, o que fizestes aos Professores?, o que fizestes aos nossos filhos? ...

Tirastes-nos(lhes) a esperança, o prazer, a paixão e então o que ficou, ...... desilusão, frustração, ... maldição!! ... e assim ainda acham que alguém pode fazer alguma coisa?

E educação só com e por paixão, caso contrário é informação!

Coitados dos nossos filhos!
Destruíram-lhes a "ESCOLA", sim porque não há ESCOLA sem Professor, com paixão, motivação, devoção e espírito de missão, mas também com autonomia, com estima e admiração.

Eu, todos os dias, vejo Professores, irradiando tristeza, desmotivação, desmobilização e assim limitam-se a cumprir tarefas administrativas e burocráticas .... por obrigação, por imposição, .. para avaliação .... mas,.... e isso é Educação?
Quando muito cumprimento da obrigação!

E eu que sonhei, uma Educação, uma Escola, .. para a minha filha, onde pudesse aprender e crescer, com alegria, equilíbrio e paixão, para um dia ter a capacidade de dizer NÃO!!, o mesmo Não que alguns vos deviam ter dito e não souberam, quiseram ou puderam, em 2005!!

Eu, Pai, não quero para a minha filha, tal como vós não quereis para os vossos, Novas nem Últimas Oportunidades, tão pouco, Modernas e/ou Independentes, quero porque esse é um direito também nosso, uma Escola que com Paixão, motivação, convicção e sentido de missão, proporcione novamente o sonho, a esperança, para que no futuro se saiba e possa dizer NÃO!!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Desenvolvimento versus infelicidade

De repente, dei-me conta, que na minha Escola, toda a gente anda infeliz, deprimida, quezilenta, stressada, enfim desmotivada, sem saber para onde vai e sem ter forças para ir a ............ aonde quer que isso seja!

Na minha cidade, os casos de infidelidade, de consumo excessivo de álcool e outros comportamentos menos assertivos, têm aumentado assustadoramente. E já não só as classes mais desfavorecidas que são atingidas por esse fenómeno, são também os dirigentes, são também os quadros superiores, que agora se rendem à desilusão, ao salve-se quem puder. E de certeza que tal não acontece porque as pessoas andam motivadas e/ou felizes!

Dizem-me que nós, a nossa sociedade, o nosso País, estamos cada vez mais desenvolvidos, mas chiça se isto é melhoria do nível de vida, se isto é desenvolvimento, eu quero ser subdesenvolvido.

Se isto faz parte da vivência democrática, eu renego liminarmente este regime. Se é assim que os nossos governantes querem que sejamos ... mude-mo-los rapidamente, sob pena de um dia destes estarmos todos loucos, bêbados, drogados ou prostitutos.

Eu, pelos vistos da loucura já não me safo!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Professor para onde vais?

Nos últimos anos, da história deste povo triste, muitas mudanças aconteceram. Uma delas foi a transformação da actividade de Professor-instrutor, motor de uma actividade essencialmente intelectual, na actividade de Professor-funcionário, mero cumpridor de tarefas administrativas, garantindo e cumprindo assim o "sabiamente" imposto dever de sucesso educativo e elevação, não da instrução, mas essencialmente das habilitações académicas deste povo aparentemente culto.
Depois, no dia a dia, vamo-nos deparando com os tristes exemplos da utilização básica da Língua, do desconhecimento total dos conceitos mais básicos da ciência, e da total e sistemática violação das leis e regras sociais. Assim não é possível!!!!


FASES do Ensino em Portugal


- Até 1974, o aluno ao matricular-se tinha que provar ao Professor que não merecia chumbar;
- Até 1992, o aluno ao matricular-se arriscava-se a passar de ano;
- Até 2007, o aluno ao matricular-se adquiria atomaticamente o direito a transitar de ano, salvo casos excepcionais e profusamente documentados pelo Professor.
- Após 2007, O Professor, se chumbar o aluno, corre o risco de ser penalizado pelo insucesso dos mesmos.

No meio disto tudo o que mais me preocupa e amargura, não é o silêncio ou as palavras dos arranjados, dos ricos, dos poderosos, dos voláteis políticos, ou doutra qualquer congregação e/ou quadrilha de, financeiramente bem sucedidos.
O que mais me preocupa e entristece é o silêncio dos BONS e verdadeiramente SÁBIOS.
ESSA é que é ESSA!

terça-feira, 19 de junho de 2007

A Culpa é dos rios espanhóis

Diz-me o meu amigo Dias, a propósito de comentário ao meu último post, que a culpa, para o estado actual da Nação, não é dos políticos mas antes dos rios que correm de Espanha e deste povo que nem se governa nem se deixa governar. Vamos por partes:

1.º Pode ser dos rios que correm de Espanha, sim senhor, e que carregam assim toda a porcaria que “nuestros hermanos” aí despejam. Para não ser muito polémico, digo só que o nosso Fundador, D. Afonso Henriques, também veio de Espanha …!!!!!!

2.º O Povo não se governa nem se deixa governar, é um facto, aliás isso mesmo deixaram escrito os Romanos sobre as gentes que aqui viviam então, mas é verdade ou não que o povo aprende com os exemplos dos que o governam?

Abutre (Grifo - Gipys fulvus ). Então não é que esta espécie de abutre, está em expansão!

Nós já fomos das nações mais ricas do Mundo. O nosso povo, na condição de emigrante, governado portanto por outros, prospera, enriquece e muda os seus comportamentos, penso que tal também é um facto. Então, como explicar? …

----------------- Será a enxertia uma solução?
Diz o povo, e com razão, que o exemplo tem que vir de cima.

Ora, o nosso País é pobre, todos temos que fazer sacrifícios, pagar mais impostos, ganhar menos, reformar-mo-nos mais tarde, aumentar a produtividade, …, calma! Todos não! O Povão, pois os BOYS, os filhos, os afilhados e bastardos dos boys, estão dispensados desse sacrifício.

Então somos um País pobre e temos os gestores mais bem pagos da Europa, gestores esses que têm o desplante de, ainda assim, aparecerem nos debates públicos a defenderem contenção salarial … para os outros que ganham muito abaixo da média Europeia?

Então somos um País pobre e temos um Presidente do Banco Central a ganhar milhões, a reformar-se quando quiser e a insistentemente pedir sacrifícios …. aos outros?

------ Enquanto uns vivem à grande e à francesa outros dificilmente sobrevivem

Então somos um País pobre e temos boys a ganhar balúrdios num banco público, outros com o 5.º ano antigo, com reformas milionárias acumuladas com ordenadões em empresas Municipais, …os filhos e as filhas deles, acabadinhos de licenciar e logo nomeados ou providos em lugares públicos a ganhar balúrdios, …segundo dizem, o nosso Presidente da República a ganhar 3 reformas acumuladas com o ordenado de Presidente, … bem, para não falar em despesas de telemóvel, viagens e almoçaradas de dezenas de milhares de contos, etc., etc.

Ah, já me nem vou falar, dos Presidentes de Câmara que gastam e fazem o que querem, que “brincam” aos concursos públicos, do comportamento de alguns juízes, advogados, médicos e policias. Pois, eu sei que os que fazem isso, são excepções, mas mesmo assim!

----------------- iguais? jamais, jamais!

Sejam justos e digam de vossa justiça, com exemplos destes, como querem que se comporte o povão, que comparativamente ganha miseravelmente?

Com exemplos destes como querem que o povão cumpra regras?

Com exemplos destes como querem que o povão os respeite e se respeite?

Na minha ingenuidade penso ser tempo de nos interrogarmos, afinal para onde queremos ir?

quinta-feira, 31 de maio de 2007

O ABISMO

Sabemos, a partir do estudo de civilizações mais antigas, que os indicadores principais do declínio económico e dessas próprias civilizações foram de carácter ambiental, não económico.

Abutre do Egipto no PNDI

Primeiro foram-se as árvores, depois o solo e, finalmente, a própria civilização.

Rio Côa - efeitos da desflorestação

A verdade é que o Mundo está no que os ecologistas chamam por modo "além dos limites e em colapso".

A procura excedeu inúmeras vezes, no passado, a producção sustentável dos sistemas naturais. Agora, pela primeira vez, isso está a acontecer à escala global.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Professores ou Mártires?

Há muitos anos, frequentando eu um curso de Engenharia em Coimbra (então no 3.º ano), julgando saber um pouco mais da vida, decidi pedir transferência para um Curso com Via Ensino e assim, infelizmente, tornei-me Professor.

Essa minha decisão foi tomada porque achei que tinha algum jeito para a coisa, que até era uma profissão interessante pois trabalhar com juventude tinha os seus aliciantes e, embora se ganhasse pouco no início da carreira, julgava saber que no final da mesma se ganhava razoavelmente. Sabia que a progressão era feita por antiguidade, tinha como garantido que aos 36 anos de serviço podia ir para a reforma, etc., etc.


Hoje, 18,5 anos passados, olho para a minha situação e vejo que alteraram todos esses pressupostos.
Mas eu assinei um contrato com o Estado sob determinadas condições, direitos e deveres, então e agora, já não me pagam o que estava acordado e não me reformo quando ...?


Eu não sou jurista, por isso responda quem sabe, é isto legal e constitucional?

Até os alunos, que antigamente eram jovens com ambições e vontade de crescer e aprender, se transformaram em jovens amorfos, desiludidos, sem esperança e motivação, que assim se transfiguraram em alunos muito problemáticos, por falta de expectativas que eles (os políticos) lhes roubaram. Roubaram-lhas ou privaram-nos delas, guardando ou reservando os bons empregos para os boys, para os comissários políticos e para os próprios filhos.

Assim, o que nos resta? A revolta? A indignação? A revolução?


Negociação, motivação, empenho, dedicação, sucesso, são termos que deixaram de ter sentido nos tempos de hoje. O que os VOSSOS (pois eu recuso-me a ser representado por mentirosos e outras coisas piores…) governantes têm feito é roubar-nos tudo, os sonhos, as aspirações, a esperança, a democracia, a negociação, a felicidade, a harmonia e o País.

É este País que queremos?

Suponho que não.

Então só temos que, fazendo o que o Sr. Professor Dr. Aníbal Cavaco Silva escreveu em 2005 (salvo erro), correr com os políticos que hoje ocupam as cadeiras do Poder, na Presidência da República, no Governo e no Parlamento, os quais, contrariamente ao que prometeram, por acção ou inacção e conivência, fizeram com que hoje todos estejamos pior do que estávamos ontem.

Para ver um filme de mentiras vá a http://www.youtube.com/watch?v=DcEciCZ5u4M


sexta-feira, 18 de maio de 2007

Paraíso

Paraíso, segundo alguns, surge do Persa paridaiza, significando recinto do senhor …

Cerca de 2700 anos a.C. surgem na Mesopotânia, em Ur, os primeiros decretos legais de protecção das florestas.

Os gregos transformaram a expressão paridaiza em paradeisos que posteriormente foi transformada pelo latim para paradisus.

Na misteriosa Índia, em 256 a.C., o Rei Ashoka estabeleceu o Edital dos Sete Pilares, um dos quais protegia os mais diversos tipos de animais.

Hoje o Paraíso é coisa rara e por causa da estupidez do homem corremos sérios riscos de o destruirmos definitivamente.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Estupidez e ignorância

São coisas diferentes e, aliás, um ignorante não é necessariamente um estúpido nem um estúpido é forçosamente um ignorante.



Aliás, para mim os mais estúpidos são precisamente aqueles que tendo alguma cultura não a utilizam para produzir felicidade neles, nem nos que os rodeiam, tudo fazendo para semear a maldade e a infelicidade.

Há muita gente culta que é profundamente estúpida:
- os que não sabem sorrir;
- os que não sabem elogiar;
- os que não sabem amar;
- os que não reconhecem o bom e o belo;

- os que, despudoramente, mentem ou maltratam os outros;
- enfim, os que não sabem ser nem fazer os outros felizes.

Como sabem, eu defendo que os estúpidos, os maus, os “produtores” de infelicidade e maldade, mesmo ou especialmente, (mas não só!), os que ocupam as cadeiras do Poder (Parlamento, Governo ou outros), deviam ser simplesmente castrados.

Eu, estou farto de ver gente estúpida, sisuda, carrancuda, profundamente infeliz, transformar-nos, pouco a pouco, em seres cinzentões e INFELIZES como eles.


Pela desfaçatez em escrever estas linhas, provavelmente eu já estarei totalmente transformado!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

INFELICIDADE versus ESTUPIDEZ

Na minha opinião, estes são dois males do Mundo que, juntamente com a pobreza, o crime, a guerra e a doença, nos deviam unir numa batalha conjunta, pois são factores condicionantes da felicidade colectiva.











A estupidez só pode produzir infelicidade.
Eu tenho para mim, como certo, que jamais um estúpido pode ser verdadeiramente feliz.

Para mim, estúpido é aquele que erra e não é capaz de admitir o erro. Mas o cúmulo da estupidez atinge-se, quando errando não se admite e ainda para cúmulo se persiste no erro.

Agora, por momentos, lembrei-me do Catedrático de Matemática da Universidade de Coimbra, Jorge Miranda, que dizia muitas vezes às alunas, como forma de as incentivar, (ou de as desmoralizar!... não sei!), “…. no meu tempo os rapazes só gostavam de raparigas inteligentes……..”.


Eu sei que é POLÉMICO mas mesmo assim vou dizê-lo, pois é o que eu penso, isto da estupidez e infelicidade tem, na minha modesta opinião, qualquer coisa de genético ou de comportamental precocemente adquirido.


Se assim é, parece-me lógico que os estúpidos e infelizes deviam ser impedidos de se reproduzir, tal como fazem os agricultores com as árvores e animais de má qualidade.


Por outro lado, essa hipótese, resvala para a tese do apuramento da raça. E isso é POLÉMICO, pois, nos dias de hoje é "proibido" sequer pensar nisso!


Já repararam que os infelizes, tontos e estúpidos, se calhar, numa ânsia desesperada para se sentirem bem com eles próprios, sempre foram os que mais se reproduziram!

Eu começo a acreditar que essa história de todos terem direito à reprodução, é que levou a que no nosso tempo, infelizes e estúpidos conquistassem o poder. Só assim explico a cruzada actual para nos tornar, a todos, mais infelizes e estúpidos! Será? Venham lá daí as reacções!


Parece-me a mim, que é suficiente a existência de um infeliz para tornar todos os que estão à sua volta “não felizes”.

Por isso se aceita um conselho, pelo sim pelo não, se puder optar, não seja estúpido e se quer ser feliz, relacione-se só com pessoas ............. inteligentes.


Atenção: Todas as fotos retractam uma estupidez, persistentemente praticada. Se quiser algum esclarecimento, sobre alguma foto, é só solicitá-lo, clicando nos "comentários".

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Árvores Felizes

A propósito deste magnifico exemplar de azinheira, (Quercus ilex) que eu conheço e visito desde há cerca de 15 anos, apeteceu-me dar a conhecer a sua estampa, antes que algum phodador, (sim, com ph), da respectiva autarquia por ali passe. Acrescentar só que aqui na região não lhe chamam azinheira mas sim carrasqueiro.

E porque, ao visitar um blog, encontrei um texto magnifico que traduz tudo o que me vai na alma, aqui o transcrevo na integra, com a devida vénia e homenagem à autora.

"As árvores devem ser autorizadas a tocar na terra com os seus ramos sempre que queiram.

É comum nas árvores felizes que certos ramos toquem no chão.

Embora este não me pareça um comportamento inapropriado para uma árvore, certos autodenominados jardineiros consideram que esta mania de tocar no chão é pura desobediência, uma árvore, segundo eles, tem um tronco alto para afastar os ramos e as folhas dos nossos caminhos e quando algum ramo ameaça aproximar-se de território proibido deve ser imediatamente cortado.
Eu gosto muito de ver as árvores felizes a tocarem no chão, é quase como se viessem cá a baixo agradecer todo o carinho que receberam. Sim, as árvores felizes, têm que receber cuidados carinhosos e nada faz uma árvore mais infeliz do que cortarem-lhe os seus ramos.

As árvores podem ser muito maiores que os homens.

As árvores sabem algumas coisas mas não são inteligentes, as mais ingénuas vivem com a fantasia de chegar ao céu. os homens, porque são inteligentes, não se devem sentir ameaçados ou condenar estes comportamentos megalómanos, devem educadamente afastar-se e contemplar estas árvores de longe porque só assim conseguem compreendê-las."

Texto retirado na integra do Blog http://www.cheirar.blogspot.com/