Terça-feira, 19 de Maio de 2009

O País dos Idiotas Felizes

Pois é!!! outro dia o Viriato Soromenho Marques, num debate televisivo falou nesta casta de pessoas e de repente fiquei com a sensação que esse é o objectivo dos nossos dirigentes, transformar-nos definitivamente num povo de idiotas felizes!
Será que o vão conseguir?
Será que já o conseguiram?
Responda quem souber, pois eu não arrisco, mas que fiquei com a pulga atrás da orelha fiquei!

Entetanto vou colando mais umas fotos de uns que nunca serão nem idiotas nem infelizes!
Aqui vai!

Um Chapim rabilongo, simplesmente curioso!



Um par de rolas felizes

Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Hoje é só fotos!

As minhas companheiras. Sem elas teria dormido muitas mais horas, seguramente!
Mas, também teria passeado e vivido muito menos!
E depois quanto mais conheço o....."Mundo" mais gosto delas!



Agora o anunciante do Freeport.
É só barulho!
Pica, pica, mas não há maneira de acertar na "bolota"


Disse Freeport?
Se calhar é melhor acordar e pirar-me daqui!


Antes que ainda seja acusado de atentar contra os intocáveis do regime, pois se a justiça não conseguir provar nada, (e nós sabemos que não pode conseguir!), está tudo bem.

E eu pergunto, afinal para que é que serve um PR assim?
Ai se se isto tivesse acontecido com o Santana!
Seguramente já tinha caído o Carmo e a Trindade!

Independentemente da incapacidade usual da justiça portuguesa em provar seja o que for, a "justiça popular" está há muito feita!
Eu sei que não se pode fazer justiça popular, pois, para isso existem (ou deveriam existir) os juizes, mas...hoje já poucos ou nenhuns acreditam que afinal não se passou nada de anormal!
Mas seguramente, jamais saberemos o que realmente se passou!

Mas desenganem-se os que acham que isso implica uma derrota nas urnas. Não, porque o nosso Povo gosta e aprova estas coisas. Vejam os diversos casos passados com autarcas!

Está-nos na massa do sangue!

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Exemplos Pouco Educativos


Exemplos Pouco Educativos - Pela equipa do M.E.
Texto enviado aos Sr.s Deputados/Professores do Partidos Socialista.

Ex.mos Sr.s Professores/Deputados, dia 23 façam o que a Vossa consciência ditar! E que Deus vos ajude!
Os Professores (vossos ex-colegas) já demonstraram toda a humildade do Mundo, pedindo-vos publicamente ajuda.

Fiquem descansados os espíritos mais inquietos que hoje não abordarei a questão da divisão da carreira docente em Professores de 1.ª e de 2.ª. Tão pouco vou abordar a tão falada questão das quotas e muito menos o modelo de avaliação que de tão absurdo, só por manifesta e total falta de tacto e pura teimosia se insiste na sua aplicação a qualquer custo.
Também não falarei dessa coisa de "faz de conta", que são as aulas de substituição, que só serviu, na maioria dos casos, para transformar profissionais da educação em assistentes da acção educativa (carreira criada mas nunca preenchida pelo ME) e/ou entertainers.
Hoje vou-vos elencar, com casos concretos, que fruto da aplicação do novo Estatuto do Aluno, provocam situações absurdas. Vou-vos falar das provas de recuperação, a que, por imposição legal, os alunos terão que ser sujeitos logo que ultrapassem o limite legal de faltas. Vamos aos exemplos:

1.º - Um aluno, na disciplina de Formação Cívica, faltou à aula de apresentação, à aula de auto-avaliação e ainda a uma aula em que o Director de Turma esteve a tratar de assuntos disciplinares com os alunos. O Professor da disciplina vai ter que elaborar uma prova de recuperação sobre os “conteúdos”(?) leccionados nessas aulas;

2.º - Um aluno, falta sistematicamente às aulas de substituição, ultrapassando assim o limite legal à disciplina de Geografia. O Professor da Disciplina vai ter que elaborar uma prova de recuperação sobre os “conteúdos” leccionados por diversos Professores nas aulas de substituição. Importa esclarecer que no caso concreto, como as faltas do docente não foram antecipadamente previstas o Professor nunca deixou plano de aula, pelo que os Professores que o substituíram “improvisaram”, tratando os mais diversos assuntos, ou simplesmente fizeram uma actividade qualquer com os alunos;

3.º - Na disciplina de Área de Projecto um aluno faltou à aula de apresentação, a de auto-avaliação e à aula de discussão de temas a tratar;

4.º - Num outra disciplina, um aluno faltou à correcção de um teste, à aula de auto-avaliação e a uma aula normal;

Todos estes alunos por terem atingindo assim o limite de faltas vão ter que ser sujeitos a uma prova de recuperação sobre os conteúdos leccionados nessas aulas. Caso não tenham aproveitamento poderá ter que ser elaborado um plano de recuperação.

Como se elabora uma prova, nestas circunstâncias?
Sobre que conteúdos?
Com que fim?
E o Plano de Recuperação, nestes casos, serve para recuperar o quê?

Servem estes exemplos, escolhidos propositadamente, para testar aos olhos de qualquer observador com sentido crítico, a importância pedagógica, de uma medida tão emblemática, no processo ensino-aprendizagem dos alunos.
E assim se desmotivam e desmobilizam todos, daquilo que é realmente importante.
No M.E., na Assembleia da República, em S. Bento, no palácio de Belém, etc., era importante afixar uma lápide com o seguinte sábio ditado chinês

“Fazer diferente é fácil!
Fazer melhor é difícil!”

Para terminar dizer só que, na minha modesta opinião, só a total falta de tacto e senso justifica que quem ocupa as cadeiras do Poder no M.E. possa alguma vez ter pensado e gizado toda esta catadupa (propositada em minha opinião) de alterações e esperar que a classe docente as aceitasse passivamente.
Há coisas que são intemporalmente inaceitáveis!

Todos sabemos que os Docentes são cidadãos pacíficos, mas não, por enquanto, totalmente desprovidos se sentido crítico e da faculdade da revolta e de união.
Aliás, eu julgo que a História um dia fará jus ao que de bom e mau esta equipa do ME fez pelo País e em particular pela Educação e é minha profunda convicção que então se escreverá que conseguiram, como grande mais valia, aquilo que ninguém até então tinha conseguido e que foi unir uma classe nunca antes unida, e congregar sindicatos de várias tendências e assim contribuir para a construção de uma identidade da classe até então impensável.É obra!

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

DIFERENÇAS


Na Galiza não se construirão mais mini-hidrícas.

Os argumentos (deles lá) são simples, toda a gente os percebe e aceita, senão vejamos:

- Representam percentualmente muito pouco, na produção total de energia;

- Não é aceitável o impacto que as mesmas têm no meio ambiente, quando comparadas com outras energias alternativas (vento, sol, marés, biomassa e solar);

- Não é aceitável que empreendimentos minúsculos em termos de produção de energia, tenham impactos maiúsculos no meio envolvente;

- Verificava-se a existência de consciência social nesse sentido, de tal modo que o Poder Politico sentiu o apoio popular e foi ao encontro dele e aproveitou assim a possibilidade de reconciliação e de cooperação com a sociedade e as ONGA’s do Ambiente (como é diferente a mentalidade de outros governantes);

- A Galiza pode, quer e será um grande produtor de energia eólica, das marés, biomassa e solar;

- Não vai haver mais construções de mini-hidrícas por causa dos impactos ambientais;

- Entretanto dezenas de projectos licenciados estão em reanálise procurando-se um entendimento para a sua não construção.

E nós por cá???
Onde está a consciência social?
Onde está a consciência política?
Nada! Nada! Nada!

3 anos perdidos e 12 anos (dos meus) desprezados!



Tomaram posse e de imediato começaram a bater nos Professores e entre outras asneiras, passado pouco tempo, informaram que os Centros de Formação de Associação de Escolas de pequena dimensão tinham que fechar. Para os mais distraídos, lembro aqui, que estes tinham nascido da livre e espontânea vontade das Escolas que os integravam e durante anos asseguraram, com recursos a fundos comunitários, formação contínua a todo o pessoal docente e não docente das Escolas.
Durante esse período foram das Instituições que a nível nacional, mais e melhor execução física e financeira conseguiram na execução dos planos pedagógicos e gestão dos dinheiros comunitários.
E nem a justificação esfarrapada e tonta de que foi realizada muita formação que não tinha qualquer interesse para a prática docente, pega. Porquê?
Porque se houve casos desses, foram ocasionais, esporádicos e ainda assim a culpa maior recai sobre os ombros da tutela, pois em última instância era a esses, por interpostas entidades descentralizadas que, primeiro cabia a responsabilidade de julgar da pertinência ou não da realização das mesmas e depois, era igualmente à tutela que cabia o desiderato de aprovar ou não o financiamento daquelas. Logo quem foi responsável por esses esporádicos casos?

Até parece que a tutela as promoveu (a essas acções), aprovando-as e financiando-as com o maléfico propósito de mais tarde os vir a utilizar como argumento para acabar com alguns.

Assim, cumprindo a ameaça, acabaram com os CFAE’s pequenos, que diga-se de passagem, em minha opinião, eram os que funcionavam melhor e pressionaram, pressionaram e tornaram a pressionar, até que obrigaram as Escolas a fazer os Mega-Centros.

Entretanto deitou-se fora o Know-all, acumulado por muitos na gestão de candidaturas a dois ou três quadros Comunitários, fecharam-se serviços de apoio às Escolas e aos Professores e mais grave ainda, perdemos 2 anos sem qualquer tipo de formação contínua.

São estas as politicas da vaidade, da arrogância, da prepotência e da mediocridade que legitima a fama dos idiotas.
E assim evoluímos, vergando as vontades e humilhando os que se esforçam e honradamente trabalham!

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

RAIVA DE CÃO (não se cura!)


Esta equipa Ministerial (da Educação) não tem o meu respeito, não lhes reconheço autoridade, sabedoria e muito menos postura. Por isso esta não é, nunca foi e nunca será a minha Ministra e muito menos os Sr.s Secretários de Estado.

E é estranho porque deviam ser, porque formal e legalmente são os meus Patrões, são eles que me representam e portanto me deviam defender e apoiar.
Mas eu aprendi na tropa, com o Capitão Esperança, que quando um Superior falta ao respeito a um subalterno, este tem todo o direito para também lhe faltar ao respeito. “Estes” desde o primeiro dia que publicamente me ofenderam, empenhadamente me denegriram, esforçadamente me desconsideraram, ostensivamente me prejudicaram e como “só não se sente quem não é filho de boa gente”, eu sinto-me, quem não for filho de boa gente que os defenda e vote neles.
Eu vivo e viverei para os derrotar, para pagando-lhes na mesma moeda os denegrir, ofender, prejudicar e derrotar. Não esperem outra coisa de mim!
Espero que reconheçam que eu assumindo-o assim em público, pelo menos não engano ninguém, não sou hipócrita!

Estes, que ainda ocupam as cadeiras, nunca me respeitaram e eu jamais os respeitarei, ponto final parágrafo.

"Este governo não cai porque não é um edifício!
Este governo só sai com terebintina porque é uma nódoa!"
Eça de Queiroz
(Não se referia ao actual governo !!)

Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Fugir, Emigrar..!!!!!



Dia 5 de Janeiro iniciaram-se as actividades lectivas do 2.º Período. Para voltar para a Escola tive que me violentar. Ao fim de 20 anos de serviço e 46 de idade, é horrível termos este sentimento.

Para reviver um estado de alma semelhante tenho que regredir nas minhas memórias ao meu antigo 3.º ano, actual 7.º ano de escolaridade. Tinha na altura os meus 12 ou 13 anos e a vontade de abandonar a Escola foi tão forte que não fora os meus Pais a obrigarem-me, tinha posto um ponto final no meu percurso escolar.

É que, estou farto de constatar, tal como Joseph Roth disse um dia, que ….. “a escandalosa vaidade de alguns perfeitos idiotas, determinar o destino das outras pessoas” , eu acrescentaria … de toda uma Nação.
Caso não tivesse uma filha para criar, acreditem, abandonaria tudo e iria viver para o campo, sem jornais nem televisão, comendo o que a terra me dava, mas ao menos sem estresse e sem ser permanentemente violentado a fazer coisas que sei estarem erradas!

Acorda Portugal!!!!

Como um dia disse o Grande Eça de Queiróz «Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

JUSTIÇA



Teóricamente todos gostaríamos que o Mundo fosse mais justo.
Dramáticamente, na prática, ninguém se importa se ele for injusto, mas a nosso favor!

Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Prepotência contamina!


Uma coisa eu sei... eles já devem estar com medo, embora teimem em não o demonstrar, a sério!, e digo isto porque me parece que isto está à beira do descontrole. A polícia só anda no trânsito ou está destacada para os serviços que sabemos, isto é para andar a fiscalizar os cidadãos que rendem dinheiro em multas fáceis...

Os criminosos esses estão fora de controle e por isso não rendem nada ao Estado e quando são apanhados ainda custam dinheiro ...

Na minha opinião está montado o circo para começar a haver reacções da sociedade civil, falta só o sinal de começo do espectáculo, … (por onde anda o homem, que se faz tarde, pois o espectáculo já devia ter começado, digo eu!),...
Penso que quando isso acontecer talvez o poder caia na rua, … e assim talvez ainda haja esperança, isto se é que ainda há alguém capaz para um 28 de Abril (25 já não chega!) porque esta canalha que nos governa tratou de acabar com as forças armadas e com a autoridade em geral... e conseguiram-no!

Mas, A CULPA É NOSSA, porque quando isto começou o ignorámos ou achámos que era sem significado e só agora com o "fogo nas casas" é que se toca a rebate.
Como diz um amigo meu, "no dia em que levar no c..... for obrigatório e parece-me já não vem longe, emigro!" , embora não tenha vontade nenhuma para esperar tanto. Estou à procura de bilhete para o "terceiro mundo", porque com esses ainda me consigo entender.

Diz o povo e bem que, casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão, mas também diz que, casa que não é ralhada não é casa governada.
O que é saudável é haver diferenças de opinião, que é coisa que esta "raça" não admite. O que está na moda é a prepotência. E pelo culto do poder esta característica vai-se propagando de chefinho para chefinho e assim ninguém tem direito a discordar sob pena de ser logo considerado inimigo do sistema e como tal ….

Domingo, 21 de Setembro de 2008

FELICIDADE DE PROFESSOR!


Volto a este tema, porque como deixei escrito num “post” anterior, acredito, ser esse o motor da vida e a única coisa que nos garante estar bem, estar em paz, connosco e com os outros.

Um dia, por razões diversas, decidi ser Professor do Ensino Secundário. Para isso fiz um estágio Pedagógico e tive, no final, 18 valores que foi nota máxima nesse ano. Portanto, esse facto aliado ao prazer que eu tirava daquilo que fazia, parecia indicar que tinha jeito para a coisa. Pelo menos eu acreditava nisso!

Passados uns anos, poucos, os colegas de Profissão acharam que também tinha jeito para a gestão da Escola e fiz um mandato no Conselho Executivo. Saí, por opção própria e por não querer concorrer ao lugar de Presidente contra um amigo.
Passei então para Director de um Centro de Formação de Professores onde cumpri 12 anos da minha vida. Fiz, sempre o melhor que pude e soube e não me envergonho nada daquilo que fiz.

Agora, voltei a dar aulas e fui invadido por uma imensa angústia, ansiedade e incerteza sobre, o que sou?, do que sou capaz?, o que querem de mim?
Depois se sofrer em silêncio e cansado de me sentir infeliz, decidi que entre ser um óptimo funcionário administrativo, que cumpre todas as burocracias e assim assegura desde logo a expectativa de uma boa avaliação e progressão no sistema, ou ser um professor que trabalha com prazer e paixão para e com os seus alunos, escolho esta segunda hipótese, mesmo que isso me venha a custar progressão profissional e remuneração mais baixa no final de cada mês.
Mas, entendo eu, que só posso dar alguma esperança aos jovens se eu também a tiver, e para se ter esperança é necessário ser feliz.

Sejam felizes, pois para infelizes bastam os que nos governam!